símbolos de cursos

Você conhece os significados por trás dos símbolos de cursos de graduação?

Escolher a profissão que você quer exercer, se apaixonar pelo curso de graduação e aprender diariamente sobre sua área é um processo muito gratificante e cheio de curiosidades. Entre elas, estão os símbolos que fazem parte da história dos cursos de graduação, representando cada um.

Você sabe qual é o símbolo do seu curso? Conhece a história por trás dele? No post de hoje, vamos falar um pouco do que os símbolos de alguns cursos representam. Continue a leitura!

Medicina

O símbolo do curso de Medicina, denominado Bastão de Asclépio ou Esculápio, é representado por uma haste com uma cobra entrelaçada em seu redor e também. Na mitologia grega, Asclépio é o deus da cicatrização e da Medicina. Em suas esculturas, o deus da Medicina aparece segurando um bastão envolvido por uma cobra — daí, a origem do símbolo.

O curso também é representado por uma cobra de cada lado. Por sua habilidade de trocar de pele, a cobra é uma alusão à capacidade de regeneração e de renascimento. Mas ela também é um animal cujo veneno pode levar à morte — por isso, o animal representa as dualidades veneno/cura e vida/morte.

Já o bastão remete à autoridade divina, ao que está além dos poderes da Medicina — como um lembrete de que não cabe ao médico decidir quem vive ou morre. Ainda na mitologia grega, Zeus descobre que Asclépio havia aprendido tão bem a arte de curar as pessoas que passara a ressuscitar aqueles em seus cuidados — o que Zeus vê como uma afronta a sua autoridade. Ele, então, mata Asclépio para afirmar seu poder.

Várias organizações médicas nacionais e internacionais utilizam o Bastão de Asclépio como emblema, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação Médica Mundial.

Direito

O símbolo do curso de graduação em Direito consiste em uma balança, que representa o equilíbrio e a justiça. Na mitologia egípcia, Osíris, deus da vegetação e da vida no além, julgava o destino das pessoas após a morte com uma balança, em um ritual denominado Psicostasia.

De um lado, ele colocava o coração da pessoa e, do outro, uma pena de avestruz, que representava a verdade. Se o coração pesasse mais que a pena, o morto seria condenado — mas, se os dois pratos ficassem balanceados, isso significava que ele era inocente.

No cristianismo, a balança também é utilizada como um símbolo da justiça. Nas imagens do arcanjo São Miguel, por exemplo, ele é retratado segurando o objeto — que seria usado para pesar as boas e más ações de cada um durante a vida.

O símbolo do Direito também é frequentemente associado à figura de uma mulher vendada, segurando uma balança em uma mão e uma espada na outra — uma representação de Têmis, deusa grega da justiça, da lei e da ordem. A venda simboliza que a justiça deve ser igual para todos, sem olhar a quem, enquanto a espada remete à punição e à força.

A tábua da lei também é outro símbolo representativo do Direito, devido ao comprometimento claro da profissão com cumprimento das leis.  

Psicologia

O curso de Psicologia é representado por um tridente — que é a penúltima letra do alfabeto grego, “Psi”. O tridente pode ser alvo de variadas interpretações quando se trata do seu papel como símbolo da psicologia, pois ele remete a diversos conceitos.  Além do tridente, a cobra também é um símbolo representativo do curso. 

O termo Psicologia deriva das palavras psiche (alma) e logos (estudo) — ou seja, é o estudo da alma. Na mitologia grega, o tridente é visto como símbolo do poder de Poseidon, deus das águas, que utilizava o objeto para atingir seus oponentes diretamente no coração e, assim, capturar suas almas. Através do tridente, ele também tinha o poder de agitar ou acalmar as ondas, o que remete à instabilidade.

Além disso, cada ponta do tridente é vista como uma representação das principais vertentes das teorias psicológicas — a psicanálise, o humanismo e o comportamentalismo. E, dentro da psicanálise, as extremidades do tridente são enxergadas como a representação das três forças do inconsciente, presentes na teoria de Sigmund Freud: id, ego e superego.

Engenharia Civil

O símbolo da Engenharia Civil consiste em uma engrenagem, dentro da qual encontra-se o busto de Atena, deusa grega da sabedoria e da civilização, filha de Zeus e de Métis.

Temendo o poder da filha ainda não nascida, Zeus engole Métis em um jogo divino onde os participantes tinham que se transformar em animais. Métis se transforma em uma mosca e é engolida por Zeus, ficando alojada em sua cabeça por anos — até que, tomado por uma dor insuportável, ele pede para abrirem sua cabeça. Nesse processo, nasce Atena — já adulta e portando escudo, lança e armadura.

Considerada invencível na guerra por suas habilidades estratégicas, Atena tornou-se conhecida por ser a protetora da cidade de Atenas. A razão de a deusa ter sido escolhida como símbolo da Engenharia Civil remete a sua forte ligação com a sabedoria e, também, por ela ser diversas vezes retratada com vários instrumentos matemáticos.

​O teodolito também é usado para representar a Engenharia Civil. Ele é um instrumento utilizado para medir as alturas e os ângulos no horizonte e, por isso, é uma referência ao  trabalho realizados pelos engenheiros. 

Farmácia

O curso de Farmácia é representando por uma taça envolta por uma cobra. A taça simboliza a cura — criando uma contraposição com a cobra que, por sua vez, representa o veneno.

Assim como na Medicina, o símbolo da Farmácia tem sua origem na história do deus grego Asclépio. Depois de sua morte, Hígia, uma de suas filhas, assume seu legado e se torna a deusa da saúde. Ela também detinha o poder da cura, tendo como símbolo a taça. Entende-se que, assim como Hígia é descendente de Asclépio, o trabalho do farmacêutico deriva da Medicina.

Enfermagem

O  curso de Enfermagem é representado por uma lamparina grega acesa, uma cobra e uma cruz vermelha. A cobra, mais uma vez, é utilizada como representação do renascimento e da cura. Ela está sempre presente nos símbolos dos cursos relacionados a Medicina, com a cruz ela simboliza a ciência. A lâmpada, por sua vez, representa a luz que ilumina o caminho e também é uma homenagem a enfermeira Florence Nightingale (1810-1920)

Florence, que  dedicou a sua vida à enfermagem, cuidou dos feridos na base militar de Scutari, na Turquia Otomana, durante a guerra da Crimeia (1853-1856). Durante todas as noites, ela caminha pela tenda dos enfermos com uma lamparina e por isso ficou conhecida como “Dama da Lâmpada”.

Jornalismo

O símbolo do Jornalismo consiste em um livro aberto, onde está escrito a palavra Lex, cruzado por uma pena. A pena representa a escrita nos livros da Gazeta Romana, quando a imprensa ainda não havia sido inventada. Lex é uma palavra proveniente do latim que significa lei — sendo um lembrete do compromisso do Jornalismo com a verdade e com a apuração e divulgação dos fatos. Razão pela qual  o outro símbolo do curso de Jornalismo é a tábua da lei. 

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